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terça-feira, 4 de novembro de 2008

O Poeta





Eugénio de Andrade, desde há muitos anos que é um do meus poetas preferidos.
Alguns dados biográficos tirados por acaso neste caso da Wikipédia, dizem-nos que este poeta nasceu no Fundão em 1923. Residiu em Lisboa e por motivos profissionais transferiu-se para o Porto, onde residia, mais concretamente na Foz, na muito conhecida Rua do Passeio Alegre. Pela sua obra foi galardoado com muitos prémios, nomeadamente o prémio Camões em 2001. Entre tantos amigos, muitos eram grandes personalidades da cultura portuguesa e estrangeira, entre os quais poderemos citar Miguel Torga, Eduardo lourenço, Sophia de Mello Breyner Anderson, Marguerite Yourcenar, Herberto Helder e outros tantos...
Eugénio de Andrade levava uma vida de distanciamento da vida social, literária e mundana, sendo dele as seguintes palavras, que ilustram o estilo de vida que tinha...ESSA DEBILIDADE DO CORAÇÃO QUE É A AMIZADE...
Faleceu em 2005, vítima de doença neurológica e deixou a Fundação Eugénio de Andrade, em cujo edifíco residia e onde viveu os últimos anos da sua vida.

A seguir anexo alguns dos locais emblemáticos da Foz por onde Eugénio de Andrade passou...e o jardim do Passeio Alegre em frente ao qual residia...
Texto:Lu
Fotos:Lu

Languidez de um dia de Outono




E foi assim, que este fim de semana, recebi um e-mail de um amigo brasileiro, que acabou por me espevitar para eu voltar ao computador e ao meu blog, saindo desta denguice (requebro, languidez ou moleza...como o povo lhe chama) e para a qual o Outono nos arrasta quando já estamos no Outono da vida.
E aí vai, ainda não é desta que aparecem as viagens mas se consultarem um post escrito em 22 de Junho passado, verão que nem só em viagens eu estava a pensar quando fiz nascer este bloguesinho. De facto, também gosto muito de conversar sobre assuntos soltos no mesmo, reflectir sobre coisas que me rodeiam, que acontecem à minha volta, que ouço, que leio, que me lembro, enfim aqules pensamentos...Talvez um outro blog para dedicar a estas conversas à margem, quem sabe?!
E foi assim então que hoje de manhã, , deparei com um dia chuvoso de Outono ( de morrinha, como diz o povo...), que mais parecia de Inverno, e não resisti a pegar na máquina e tirar fotos neste Outono, que eu acho divinal, pois é pura natureza verde . Então lembrei-me de um poema de Eugénio de Andrade que nos fala das primeiras chuvas e logo me ocorreu pôr no blog as fotos com o poema para quem quiser absorver nestes dias ...

De EUGENIO DE ANDRADE (In wikipedia)

As primeiras chuvas

As primeiras chuvas estavam tão perto
de ser música
que esquecemos que o Verão acabara:
uma súbita alegria,
súbita e bárbara, subia e coroava
a terra de água,
e Deus que tanto demorara,
ardia no coração da palavra

(Rente ao dizer)


Texto:Lu
Fotos:Lu

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