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terça-feira, 5 de maio de 2009

A Terra protegida e a Terra não protegida


Umas palavras só para indicar que vou fazer um pequeno comentário ao post anterior que será um pouco esclarecedor sobre a razão desse post e que não acho ser este o blog adequado para redigir isso, pelo que tal vai aparecer no meu blog "Outras coisas da Lu", e faço isto com o objectivo de dar algumas respostas a alguns amigos que puseram algumas questões sobre o assunto.
E Viva a Muy Nobre e Invicta cidade do Porto...

Texto e foto:Lu

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Um dia de Inverno no Parque













Na sequência da conversa do post anterior, poderemos parafrasear Manuel Serrão na revista PORTO SEMPRE, pag. Porto de A a Z, sendo que a letra N sugeria:

- NATUREZA - o magnífico Parque da Cidade é a natureza a que temos direito...

Já abordei este tema do parque da cidade do Porto em Maio do ano passado.
Hoje, sábado, em pleno Inverno de rigor, o dia amanheceu com Sol, não radioso, mas o suficiente
para alegrar os corações e apelar ao passeio a pé, que é das coisas mais baratas e agradáveis que há (para mim)! E aí vamos desta feita para o Parque da Cidade, saindo ao de leve do habitual rio e mar, quasii, porque o parque estende-se até ao mar...
E palavras para quê???Aí estão as fotos do Parque no Inverno com um Sol algo frouxo, as últimas que aqui pus, em Maio, eram do Outono.
Anexo uma foto aérea do parque (?)que acho bem adequada para dar ideia da dimensão do mesmo. (Gosto imenso destas minhas fotos tiradas do avião, a maluqueira ou obsessão como lhe queiram chamar chega aqui..mas enfim!)

Texto e Fotos: Lu

Ditos



Hoje vou referenciar aqui a revista " PORTO SEMPRE " de Janeiro 2009, publicada pela Cãmara Municipal do Porto, e que habitualmente é enviada pela autarquia aos munícipes da cidade. Independentemente de tudo, é um instrumento de informação sobre a actividade da Cãmara no que se refere ao interesse do povo deste nosso Porto. Não desvalorizando as outras rubricas da revista, há uma delas que gosto de apreciar, para perceber o que as outras pessoas pensam desta MUY NOBRE E INVICTA CIDADE DO PORTO...

Trata-se da página que contem o tema "Porto de A a Z", onde alguém fala do que se lhe propôe falar sobre o Porto letra a letra do Alfabeto.

Na revista de Janeiro passado, quem responde às perguntas é o nosso muito conhecido notável do Porto, Manuel Serrão, personalidade muito conhecida especialmente pelo seu bairrismo no que se refere a esta cidade, na defesa dos interesses cá da terra e outras razões. E é bem interessante apreciar o que é dito a propósito de cada letra. É mesmo muito bem...Digo mesmo que me diverti bastante com esta leitura, porque Manuel Serrão é mesmo assim, um pãndego a dizer as verdades...sempre que aparece é agradável ouvir...a defender o Norte e a dar o toque ao sul...

Isto vem tudo a propósito para salientar então o que nos é dito ( para aqueles cujo assunto lhes possa interessar e não têm acesso á revista), no que se refere a algumas das letras e não adianto muito mais do que algumas senão não saía daqui.

Letra G - Garganta - os portuenses precisam de ter boa garganta para gritar bem alto na defesa dos seus legítimos direitos.
Letra L - Lata - é preciso ter lata para nascer no Porto e ser adepto de um clube de Lisboa.
Letra U - Uvas - Vêm do Douro, mas dão nome à cidade. Vinho do Porto, um embaixador sem bola.
Letra X - Há x boas razões para conhecer o Porto, sendo que x é igual a um número com muitos zeros à direita.
Mas as letras que mais me tocaram foram duas, uma ficará para o próximo post e a outra foi a letra Q, que aliás estava na página seleccionada a azulado.
Letra Q - Quebra corações - O PORTO VISTO DE GAIA. A FOZ VISTA EM DIA DE TEMPESTADE...Aqui eu achei muito bonito, talvez porque sinto o mesmo, a avaliar pelos meus posts anteriores e por outros mais antigos...E como prometi na mensagem anterior , conversas à parte sobre o Porto é para continuar. Até sempre.

Texto e fotos: Lu

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Cenários envolventes da Barra do Douro








Nestas imagens podemos ver a aproximação do Rio Douro à sua foz, depois a Cantareira (zona de pescadores), o Cabedelo na margem de Vila Nova de Gaia e a entrada da Barra ao longe, a seguir o rio visto do molhe do Farol e logo depois o início da orla marítima do Porto, vista do molhe do Farol também. Do Castelo de S. João da Foz, que data de de 1560 falaremos noutra oportunidade. Por fim, uma imagem tirada da esplanada da praia do Ourigo onde já se perspectiva a orla marítima do Porto com alguma abrangência e da qual irei falar proximamente.
Ficou aqui, nestes dois posts sobre a Barra do Rio Douro, a primeira de uma série de abordagens que espero fazer sobre a minha cidade do Porto, da qual, ao longo dos posts já fui dando alguns flashes para quem não conhece, não pretendendo ser exaustiva nessas abordagens, apenas falar da minha cidade, e a propósito de qualquer pormenor que ache interessante e que diga respeito ao seu povo.

Texto e fotos:Lu

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

A Barra do Douro

Onde o Rio acaba e o Mar começa...



Neste Inverno rigoroso que temos vindo a atravessar com muito frio, muita neve e especialmente muita chuva, ocorre-me hoje, pôr aqui algumas imagens que obtive na Barra do Douro, num destes últimos dias, em que o mar tem estado encapelado, e um pouco para sair, por agora, das imagens da neve.

Para todos os que me visitam e não residam no Porto, saibam que o Rio Douro , o segundo maior rio de Portugal, nasce nos Montes Cantábricos em Espanha. Atravessa Portugal por vales e montanhas, vindo desaguar no Oceano Atlântico a oeste da cidade do Porto. A foz do Rio Douro, local de cenários lindíssimos, os portuenses desde sempre conheceram como a BARRA DO DOURO.
"BARRA", entre outros significados que tem, significa também ...entrada estreita de um porto...
Antigamente, e ainda não vão muitos anos que deixou de ser assim, a cidade do Porto era uma cidade portuária. Efectivamente, na zona mais antiga da cidade, banhada pelo Rio Douro, e a que várias vezes me tenho referido em posts anteriores, existia um porto onde atracavam navios ou vapores(como se dizia antigamente).
O caudal do rio, em todo o seu percurso, é alimentado por vários afluentes. Em épocas de Inverno muito chuvosas, o caudal aumentava assustadoramente, provocando dois grandes problemas: As cheias e os naufrágios.
As cheias do Douro, algumas eram terríveis, inundavam as margens de todas as povoações, vilas e cidades, arrasando e arrastando tudo, incluindo os navios ancorados no porto, afundando alguns e arrastando outros para o mar. Ainda me lembro das cheias de 1961, 68 e mais recentemente as de 78.
No livro "ONDE O RIO ACABA E FOZ DO DOURO COMEÇA", de Sebastião Oliveira Maia, o capítulo - Verdades que o povo canta - ilustra bem este pavor que eram as cheias do Rio Douro antigamente (passo a citar) : -

Há muito perdi a conta
quantas vezes houve cheia,
mas há quem diga que monta
em sete dúzias e meia -

É assim que o povo ribeirinho conta, cantando, as suas desgraças...desgraças que as cheias do Rio Douro lhes têm trazido, e que, sendo tantas, umas fazem esquecer as outras. (fim de citação)

Quanto aos naufrágios, estes verificavam-se com frequência, especialmente à entrada da Barra.E porquê? Na altura de Inverno, com o mar sempre muito agitado, o forte caudal do rio, muitas rochas, a existência dum Cabedelo (língua de areia), junto à entrada, o qual ou alargava ou alongava, variando a profundidade do rio, tudo isto contribuía para esta entrada da Barra no Rio Douro fosse uma das mais perigosas barras da costa portuguesa. Muitos foram os navios que encalharam ali, arrastados pelas vagas poderosas do Atlântico contra os rochedos e bancos de areia, verdadeiras tragédias como diz Sebastião Maia, presenciadas ao vivo pelo povo, incapaz de poder acudir.
Ainda recordo bem o naufrágio do navio "Varna" em 1968...

Estes problemas hoje em dia estão de alguma maneira ultrapassados. O porto foi entretanto desactivado e actualmente serve de poiso para embarcações de recreio e de turismo no Rio Douro. Os pescadores da zona da Afurada, na margem de Vila Nova de Gaia, contam hoje com meios tecnológicos, que lhes permitem prever o estado do tempo e do mar, fechando-se a Barra e
alturas de risco, o que não quer dizer que cíclicamente não haja tragédias. Quanto às cheias, têm vindo a diminuir o tamanho, já que o caudal do rio baixou muito por força da construção de várias barragens no rio e afluentes, mas quando o mau tempo prevalece e a muita chuva obriga as barragens a descarregar mais água, tudo junto vem por aí abaixo, juntando-se à força da água do mar que entra pelo rio dentro e as gentes ribeirinhas vivem sempre tempos de angústia...

Para minorar estes problemas foram projectados dois novos molhes de ambos os lados do rio, juntando-se ao antigo que têm um farol e uma ronca para alertar de noite os barcos que passam ao largo, quando estão dias de chuva e nevoeiro intenso... A construção destes molhes foi alvo de muita polémica, já que o cenário da entrada da Barra era lindíssimo e a construção dos molhes viria alterar esta beleza. Alguns notáveis fozeiros, chegaram mesmo a contestar tal decisão, que parece por via disso, ter sido muito atrasada. Mas os prejuízos eram tantos, com as populações a serem invadidas pela água e as marginais a serem constantemente danificadas e restauradas que os molhes acabaram por vencer...com alguma dificuldade porque até o próprio mar não parecia deixar...isto eu apreciei, durante a construção, enquanto nos meus passeios a pé, na minha rota habitual junto ao rio e depois ao mar...

As imagens então, mostram a entrada da Barra em 2004, sem os molhes, (só se vê o velhinho molhe do farol) e o Cabedelo do lado de V.N.de Gaia, depois imagem duma vista aérea recente da entrada da Barra já com os molhes, seguindo-se imagens dos molhes do lado do Porto, batidos pelas ondas em dia de Sol e em dia de temporal...



Texto e Fotos:Lu

domingo, 30 de novembro de 2008

Um dia especial


Em final da semana passada completei mais um ano de vida, graças que tenho de dar a Deus. Mas também tenho de dar graças pelo dia espectacular que Deus me proporcionou e que vou partilhar sendo que passei este dia no meu Porto amado e na companhia do meu filhão mais velho que tirou um dia de férias para o dedicar todo a mim.

Saímos pela manhã em dia glorioso de Outono, que foi assim que práticamente esteve quase todo o mês de Novembro nesta terra de encantos. Dirigimo-nos à zona mais carismática do Porto e Vila Nova de Gaia já referenciadas aqui em posts atràs, que fazem parte das zonas mais antigas destas cidades que partilham o rio Douro e que outrora eram uma só cidade, o Porto que deu o nome ao famoso Vinho do Porto. Começamos por almoçar no Cais de Gaia, uma zona de lazer junto ao rio disfrutando de imagens do Porto ancestral deslumbrantes e paredes meias com as caves do Vinho do Porto. Depois do almoço, caminhamos a pé ao longo do cais, apreciando os barcos de cruzeiros que aqui estacionam e percorrem o rio Douro acima até Barca de Alva, onde o rio faz fronteira com Espanha e admirando o Ex Libris desta nossa cidade que é a ponte de D. Luis I, neste dia banhada por um sol dourado de Outono e ainda e também a escarpa da Serra do Pilar.

Em seguida deslocamo-nos ao miradouro da Serra do Pilar em Gaia, local privilegiado de onde se obtem uma vista magnífica sobre o casario em cascata do Porto do outro lado do rio. ( Vão muitos anos que eu não visitava este local lindo...). Neste local há um mosteiro cuja igreja é circular e com o interior em talha barroca e imagens setecentistas, além de um claustro também circular com 36 capitéis jónicos. Este mosteiro foi declarado Património da Humanidade pela UNESCO em 1996, inserido na zona histórica do Porto que como se sabe é Património da Humanidade. De acrescentar que em 1809, o mosteiro foi ocupado pelas tropas do general Wellington que a partir da Serra do Pilar comandou o ataque que libertou o Porto da ocupação francesa. Em 1832 este lugar também foi usado pelos soldados liberais de D. Pedro IV que derrotaram D. Miguel.

Para completar o nosso circuito turístico nesta zona, apesar de já vária vezes ter visitado diferentes caves do Vinho do Porto, optamos por voltar a fazê-lo, desta vez visitamos as caves do Porto CROFT.
O Vinho do Porto é produzido a partir de uvas que crescem em vinhas na região do Alto Douro, no Nordeste de Portugal, uma das regiões mais belas do mundo, sendo que foi a primeira região vinícola a ser demarcada e regulamentada por lei em 1756, o que torna o Vinho do Porto a denominação de origem controlada mais antiga, tendo sido o Marquês de Pombal, 1º Ministro do rei de Portugal D. José a fazer essa demarcação.
O Alto Douro fica a cerca de 100 km da costa de Portugal, sendo protegido dos ventos frios provenientes do oceano Atlântico pela serra do Marão , fazendo com que o clima desta zona seja muito frio no Inverno e muito quente e húmido no Verão. Sendo esta região muito montanhosa, as vinhas foram sendo plantadas em socalcos à volta dos montes, o que dá uma beleza enorme à paisagem desta zona especialmente quando as vinhas estão cheias de folhas e cachos de uvas ma também depois das vindimas, que decorrem na segunda quinzena de Setembro quando o Outono transmite um colorido misto vermelho, amarelo e castanho à parra das uvas. O clima e as características do terreno xistoso desta região , muito rico em nutrientes e de drenagem fácil, aliados a factores humanos estão na origem de o vinho do Porto ser um vinho altamente licoroso, produto de um sumo de uva mutio rico e concentrado. Depois das vindimas, o vinho é pisado nos lagares , grandes tanques de granito e depois é deixado a fermentar, passando depois para cubas a que se adiciona aguardente vínica, sendo que dizem que é nessa altura que nasce o vinho do Porto com a sua doçura e o seu corpo. Seguidamente desenvolve-se o processo de envelhecimento e para tal, é transportado para as muito conhecidas caves de vinho do Porto precisamente situadas na zona ribeirinha de Gaia.

Aqui na margem esquerda do Douro em Vila Nova de Gaia, encosta acima, eis a zona das caves do Vinho do Porto, caves frescas e sombrias onde o vinho vai amadurecer e donde parte para todo o mundo.
Os Vinhos do Porto são envelhecidos em madeira (cubas de carvalho) ou em garrafa. O Ruby (mais frutado e encorpado) e o Tawny(mais leve), são envelhecidos em madeira, os Vintage são envelhecidos em garrafa, assim nos foi dito.



Texto:Lu
Fotos:Lu

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